Teimosia e persistência, semântica pura. Mas até que ponto vale a insistência em algo que temos a consciência de não estar certo, ou de não estar dando certo?
Talvez os teimosos de plantão, ou Clarice, me entendam, mas nós, teimosos, temos uma extrema necessidade de tentar, até o último minuto, a felicidade. Mesmo que isso signifique insistir ou num erro ou em qualquer outra coisa que não esteja nos fazendo bem.
Complicado? Tentemos a simplicidade então...
É muito difícil abrir mão de alguma coisa, de algum objeto, ou de alguém sem tentar, até o último segundo, até o último suspiro “fazer” com que isso nos traga felicidade. O problema é que às vezes estamos apenas nos iludindo e adiando o sofrimento da separação, do abandono. Não somos capazes de “fazer dar certo”, as coisas dão certo porque dão... Simples assim. Isso mesmo, simples assim. Sem requerer esforço, sacrifício, choro ou pedido de aceitação.
Por isso, teimosia e persistência podem não ser uma semântica pura. Ou até podem, mas de forma ilusória. Lutemos pela clareza e pela nobreza e força de abrir mão do que não nos faz bem, do que nos traz uma felicidade irreal.
Adorei esse texto, não sei se é porque minha cabeça tá meio assim hoje, mas me identifiquei demais lendo ele e acaba que passa uma mensagem de que "segue em frente que tudo passa, só o tempo que ajuda nessa ocasião". Enfim, de qualquer forma não adianta ter o extremo de teimosia ou o mínimo de persistência, o que é pra ser já está escrito e nada muda, por mais que tente, o que nos resta é sofrer pra aprender.
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