segunda-feira, 26 de abril de 2010

Será doença?


- Doutor, acho que estou doente... não sei. Tenho me sentido tão estranha esses dias...
- É mesmo minha filha?! O que tem sentido? Me relate os seu sintomas.
- Não sei explicar bem, mas vamos lá... Tenho tido muita dificuldade de me concentrar nas coisas, às vezes me pego divagando por aí.
- Divagando sobre alguma coisa específica?
- Ah, doutor! Muitas coisas, sobre a vida.
- Hum... Quais outros sintomas?
- Bom, falta de concentração e... ansiedade, muita ansiedade!!! O que é estranho já que sou, normalmente, uma pessoa bem contida, bem comedida quanto a essas coisas de ansiedade.
- Huuummm...
- Ah! Tem também uma coisa estranha no meu estômago.
- Coisa estranha?
- Sim!!! Parece que tem um bichinho lá dentro...
- Um bichinho lá dentro? Se parece com um borboletinha?
- Siiim, isso! Bom, e o último sintoma acho que seria uma sensação de coração apertado, coração pequetitinho, sabe moço? Estranho! O senhor acha que é grave? Tem remédio?
- Bom minha filha, é grave mas tem remédio.
- E o que é doutor? Assim fico assustada....
- Bom, acontece que você está apaixonada, minha filha. Ou pelo menos se apaixonando por alguém. A cura? Bom, cura não tem. Só temos como aliviar. Meu conselho? Fique perto e "cuide bem do seu amor, seja quem for".

domingo, 25 de abril de 2010

Discutindo a relação antes da relação

Discutir a relação antes da relação? Pode parecer confuso, mas acabei de descobrir que é muito simples.
Inicie o processo com um prazeroso jogo de sedução. Inclua muita empolgação pelo desconhecido, afinal até um ano e meio atrás não eram nada, além disso.
Inclua química. Muuuita química. Vocês podem até nunca terem se encostado, mas ambos sabem que ela existe. E pior! Ela existe com intensidade, muuuita intensidade.
Para finalizar inclua ardentes debates sobre filhos, apresentação aos familiares e casamento.
Pronto! Você está pronto para discutir a relação antes de ter a relação.

Ah! Isso tudo sem esquecer o terceiro elemento. AAhhh, o terceiro elemento....

Relutei e criei




Sempre tive relutância quanto a blogs. Considerava coisa de pseudo - intelectual ou de gente fútil, sem nada a dizer.
Estranhamente, depois de um fim-de-semana conflituoso e regado de emoções incapazes de serem descritas e expressadas por palavras, percebi o quanto ridiculamente tacanha estava sendo. Um novo desejo batia à minha porta.
Hoje olho sob outra perspectiva, mas continuo relutante àqueles bloggs que, na ausência de uma verdadeira razão para existir, se valem de frases feitas ou discutem qual o melhor esmalte que vai combinar com o scarpin verde limão que entrou na moda.