
- Doutor, acho que estou doente... não sei. Tenho me sentido tão estranha esses dias...
- É mesmo minha filha?! O que tem sentido? Me relate os seu sintomas.
- Não sei explicar bem, mas vamos lá... Tenho tido muita dificuldade de me concentrar nas coisas, às vezes me pego divagando por aí.
- Divagando sobre alguma coisa específica?
- Ah, doutor! Muitas coisas, sobre a vida.
- Hum... Quais outros sintomas?
- Bom, falta de concentração e... ansiedade, muita ansiedade!!! O que é estranho já que sou, normalmente, uma pessoa bem contida, bem comedida quanto a essas coisas de ansiedade.
- Huuummm...
- Ah! Tem também uma coisa estranha no meu estômago.
- Coisa estranha?
- Sim!!! Parece que tem um bichinho lá dentro...
- Um bichinho lá dentro? Se parece com um borboletinha?
- Siiim, isso! Bom, e o último sintoma acho que seria uma sensação de coração apertado, coração pequetitinho, sabe moço? Estranho! O senhor acha que é grave? Tem remédio?
- Bom minha filha, é grave mas tem remédio.
- E o que é doutor? Assim fico assustada....
- Bom, acontece que você está apaixonada, minha filha. Ou pelo menos se apaixonando por alguém. A cura? Bom, cura não tem. Só temos como aliviar. Meu conselho? Fique perto e "cuide bem do seu amor, seja quem for".



